No trabalho de conquistar a mulher almejada, visualizo dois caminhos básicos:
1. Um caminho curto e direto;
2. Um caminho indireto e longo;
2. Um caminho indireto e longo;
Um caminho está posicionado em um extremo e o outro no extremo oposto. Entre ambos, há várias possibilidades e nuances.
No primeiro caminho, explicitamos nossa intenção real, criamos uma situação clara e definitiva imediatamente após a conhecermos. Esta via não funciona com todas as mulheres e nem serve para todos os homens. Meu parecer é o de que somente dá resultado se a mulher já estiver previamente interessada, em altíssimo grau, em algo que tenhamos, seja qual for o interesse que a motive. Aqui, a tolerância com a indefinição é zero desde o início.
No segundo caminho, ocultamos a intenção e ao mesmo tempo estreitamos progressivamente a intimidade com atitudes cada vez mais comprometedoras, até o momento em que a convidamos para sair ou algo assim. Entendo que esta via é a mais funcional para os homens normais e a que surte mais efeito com as mulheres ditas “difíceis”.
Muitas mulheres se ofendem (“O que ele pensa que eu sou?”) ao serem abordadas diretamente por homens normais (“Quem ele pensa que é?”). Ficam indignadas e tendem a rechaçá-los, ainda que em seus íntimos fiquem gratificadas pela satisfação do desejo da continuidade.
Apenas se o homem impressionar muito, por meio do impacto emocional correto, é que o caminho curto e direto dá resultados positivos. Quando não se dispõe desta capacidade, seja por razões econômicas, físicas ou de outra ordem, é mais razoável optar pela via indireta. Esta é mais longa e exige muita paciência. É durante o caminho longo que mais nos expomos aos efeitos desagradáveis dos joguinhos.
Quando não somos objeto de intenso interesse prévio, nos é exigido um comportamento não-sexuado especificamente em relação à mulher que nos interessa. Há que se entender bem: não se trata de um comportamento assexuado geral (em relação a todas as mulheres) mas de uma postura de desinteresse, ou de pouco interesse, apenas em relação à mulher que está barrando a aproximação. Isso significa: agir de modo altamente masculino, mas, ao mesmo tempo, agir como se ela não nos interessasse muito, o que difere totalmente de ser um simples “miguxo” sem pênis.
É claro que, se procedermos corretamente, as coisas evoluirão até um ponto em que ocultação não será mais possível e nem tampouco necessária: o momento da intimidade extrema.
Se não houver interesse pré-existente, a tendência é sermos rechaçados porque a mulher procura nos manter distantes e não permite que revelemos nossos atrativos. Se você não é portador de atributos que impactam à primeira vista (altura, carrão, fama, destaque social etc.) necessitará de um contato mais ou menos próximo e prolongado para revelar seu lado interessante. Sem adentrar ao campo de consciência feminino, é absolutamente impossível ativar a atração. Como poderia uma pessoa sentir atração por alguém cuja existência não é percebida?
Mas
a aproximação e o contato não serão possíveis se o homem escancarar a
língua e ficar babando como um lobo. O máximo que se consegue com esse
comportamento é deparar-se com uma muralha. Daí a necessidade de ocultar
a intenção ao mesmo tempo em que se revela a masculinidade atraente
enquanto se estreita a intimidade gradativamente. É desnecessário
revelar nosso interesse específico porque as mulheres já costumam
acreditar que são desejadas. Então para que revelar algo que já é
sabido? Para desconcertá-las, é muito mais eficiente gerar dúvidas do
que reforçar certezas (e não é isso o que elas fazem conosco?).
Tenho visto que os homens, quando se deixam tomar pelo desejo e se desesperam, costumam saltar etapas e atropelar fases, o que resulta em fracasso. Isso ocorre porque deveriam ter optado pelo caminho indireto, mas não o suportaram. Imaginaram-se em pleno ato sexual com a mulher, foram tomados pelo desejo e não se concentraram nas etapas anteriores.
Entre os dois caminhos aqui descritos, há várias nuances ou matizes, que podem ser escolhidas conforme as situações reais se apresentarem.

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